terça-feira, 13 de outubro de 2015

O morto fora do cemitério - EP 1

Olá pessoal,

Hoje quero introduzir-vos um novo projecto da minha autoria e que conto com a participação de todos aqueles que se sentirem a altura do desafio. Falarei em forma de metáfora sobre aquelas pessoas que levam a vida distante da realidade e sem uma rotina de peso dentro do meio em que estiver inserido.

Uma viagem longa...

O morto fora do cemitério - EP 1


Em um sentido literal, Fora do cemitério, o morto é alguém cuja a existência não se faz sentir pela insignificância dos seus comportamentos... Ainda em vida, em carne e osso mas morto de mente e um coração doente.

Pessoas que vivem no alheio da realidade e na ilusão causada pelo obscurantismo intelectual.

Morreram quando desistiram dos sonhos e se conformaram com o suposto muito do presente que é muito pouco na verdade e traduz-se em nada no futuro.

A todos aqueles que não acreditam num futuro melhor, nem mesmo quando cá já não estiverem, todos que vivem só para hoje na ironia de que o amanhã não existe, aqueles que caminham sem norte nem este e nem sequer o vento ou a onda os dirigem, sem esperança, sem fé e sem objectivos a realizar.

Perdidos no tempo mas localizados em um espaço restrito, limitado pelo medo e a e a falta de vontade e em um extremo mais distante pela falta de conhecimento e não procura pelos factos.


Atirados a sorte, sem direcção e sem sentido, levando uma vida sem memórias e sem expectativas. Sem ciência e sem crença, sem virtudes e nem princípios.

Moedas de troca... Desprezíveis por mais amigos que façam...

Miseráveis por mais dinheiro que tenham....
Isentos de criatividade...

Sem participação na sociedade...

Aquele que estuda sem sequer saber para quê...
Pessoas seguidistas...

Pessoas sem identidade ou propriedade intelectual autónoma.

Há muito morto fora do cemitério.

Mas esta morte, diferente da morte real tem ressurreição desde que nós estejamos dispostos a regressar.

E a chave consiste em encontrar-se no tempo, no espaço e aceitar a realidade em que cada um está inserido. Abdicar da insignificância e admitir a necessidade de um novo começo.


Da mesma forma, literalmente digo que existem pessoas vivas dentro do cemitério que mesmo não estando entre nós,  deixam legados e as suas obras têm continuidade por parte de outras pessoas...

Seja vivo e viva com sentido... se morres de mente  ainda no mundo, quando morreres de corpo não será relevante pois mesmo cá, de nada serviste para o mundo que te acolheu.

Por agora, termino com uma frase de um escritor que muito aprecio: 





Por: Emerson JC Lourenço AKA Daltton

Em: O Morto fora do Cemitério (Brevemente)
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