terça-feira, 4 de agosto de 2015

O Baile de Máscaras (A grande Festa de Carnaval)

Olá  pessoal, 

Já estamos na via e como o trabalho não pode parar, aqui estou eu para fazer frente ao trabalho das senhoras (O diário Feminino) e lançando-me o desafio de escrever mais um volume da saga do Bloco de Notas com o Título Baile de Máscaras, que virá para a vossa habitual e eximia aquisição gratuita dentro de 27 dias. 
Lanço então a primeira pedra e tomo como aberto o bloco de Notas Vol. IV.

Boa Leitura!!

"O Carnaval fora de época"


O Carnaval é mais uma das tradicionais festas ou manifestações culturais, introduzidas em uma cultura, em um dado período ou em apenas um dia, com o objectivo de trazer a liberdade de expressão carnal (em diversos aspectos) a solta para qualquer um que se digne a festejar. Como diz o seu nome Carnaval, que deriva de Carnis Valles (prazeres da carne), é um dia em que o desejo da carne é colocado em primeiro plano pois o período que o antecedera foi de intenso jejum e abstinência. Uma data bem e mal entendida por muitos, o que gera diversas formas de se manifestar.


Grupo carnavalesco Angolano

A liberdade que traz esta manifestação, denota-se pelo uso de Máscaras, satisfação de desejos e prazeres sexuais, desfiles e festas diversas, onde ninguém sabe quem é quem e cada um vai ou faz o que quiser com quem puder.

E num dia como este, o mal tira a mascara, o bem fantasia-se de mal, o chefe vira escravo, a mulher vira homem e vice-versa, e exposição corporal é aplaudida, as indecências e insanidades todas vêm a tona, Satanás caminha livre e de forma vaidosa pela terra acarretando com ele inúmeros seguidores e basicamente nasce aí um enorme baile de Máscaras celebrado em quase todo mundo, desacreditado apenas por várias ceitas ou doutrinas religiosas e uma parte de pessoas com a cabeça no lugar.


Algumas formas um pouco assustadoras de celebrar o Carnaval 

Mas não vim dar aula de história e nem tão pouco falar de satanismo ou julgar aqueles que celebram o Carnaval pois não sou eu a entidade com autoridade suficiente dirigir julgamento algum.

E esta manifestação, torna-se pequena pela sua duração, pois nos dias de hoje, nosso país há pessoas que vivem um Carnaval fora de época, adoptando falsas identidades, usando várias máscaras e praticando acções controversas as suas origens, tudo para saciar os seus prazeres no momento, desde desejos carnais, materiais, aumento de auto - estima e de certa forma vão promovendo uma série de fenómenos, motivados pela famosa "Globalização", que é a mãe da evolução e quem traz a destruição daquelas pessoas e sociedades que não entendem a dinâmica deste fenómeno.

Caminhos diferentes levam ao mesmo destino da mesma forma que máscaras diferentes levam ao mesmo fim em intervalos de tempo diferentes.


Mas será valorizada uma conquista obtida na sujeira?

Se um dia decidires tirar a máscara, irá a sociedade encarar-te da mesma forma?

Terás coragem para recomeçar da base caso a máscara te seja recebida e a casa vá a baixo?

As pessoas se têm prendido a tais máscaras, esquecendo que as mesmas têm validade no tempo e utilidade limitada a um espaço físico. Há locais em que tais artigos não passam da inspecção e somos obrigados a mostrar a nossa cara verdadeira. Perdidos os valores e a identidade, o que teremos de autenticidade a mostrar para os inspectores da vida?



A personalidade, a propriedade intelectual, a cultura saudável (não promotoras de insanidade), são instrumentos que quando levados a peito, ajudam um individuo a encarar a realidade tal como ela é e com isso escusar do uso de Máscaras que de certa forma comprometem a sua vivência no tempo.

Por: Emerson JC Lourenço AKA Daltton

Em: O Baile de Máscaras (01/09/2015)
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