quarta-feira, 8 de julho de 2015

PERDENDO OS VALORES (Parte I)




Olá pessoal, 

mais uma vez iremos chatear e premir a tecla que já é quase habitual

Olhando para o contexto actual da nossa sociedade, podemos notar que nas escolas, nas emissoras de rádio ou TV, bem como nas instituições parlamentares e outras associações que velam pela melhoria contínua do país, vem se falado muito sobre a juventude e a adolescência e a perda de valores destes dois grupos no tempo e no espaço. Tanto que a grande luta ou uma das grandes lutas hoje em dia é o resgate de valores morais e cívicos bem como culturais dentro da nossa comunidade.

Introduzo o meu polémico amigo Flávio Nereu de Menezes que mais uma vez vem fazer uma análise sobre este facto que já é um fenómeno social, dada a sua abrangência e velocidade com que se tem expandido.

Afinal de conta que são valores?

Valores são um conjunto de características de uma determinada pessoa ou organização, que determinam a sua forma de interagir com os outros pessoas e o meio ambiente em que estejam inseridos.

Valores também são princípios morais, culturais ou éticos que consideramos bons e importantes no seio familiar e social, valores como HONESTIDADE, PERDÃO, AMOR AO PRÓXIMO, RESPEITO PELA VIDA, REPUTAÇÃO, CORAGEM, VALENTIA, AUTOCONTROLE, CRIATIVIDADE e outros. Nossos valores influenciam o nosso comportamento, prioridades, relacionamentos e a orientação moral que recebemos e passaremos para as próximas gerações.


Esses mesmos valores, constituem conjunto de regras estabelecidas para uma convivência saudável dentro de uma sociedade.

Já não é novidade para muitos que com passar do tempo estamos a perder os nossos VALORES de tal modo que chega a ser preocupante (**Mundo nuh tá bom**), mas não iremos muito distante, veremos o caso da nossa sociedade Angolana.

Sociedade Angolana não está saudável e dia pois dia só está piorando e tudo bem debaixo dos nossos olhos. E tudo porque não existe uma harmonia entre os que reclamam, os que tentam mudar, os que devem mudar ou os que nada fazem. Problemas dessa dimensão não devem ser atribuídos a um culpado e a sua resolução não deve ser trabalho de apenas uma entidade. 



A sociedade em geral deve trabalhar em colaboração e por sí promover os mecanismos que de forma mais eficiente possam sanar esta crise que pode ser das piores a habitar em um meio frequentado por pessoas.


Era suposto termos uma sociedade melhor, já que comparando com outros tempos em Angola tinha muito poucas escolas, e universidades talvez só depois da independência, como resultado pouca gente teve acesso a educação, mas nem por isso tinham menos valores que nós. Não que as Universidades por sí devem reeducar as pessoas. Mas o seu papel é fundamental visto que maior parte do tempo dos jovens é dedicado a isto e de uma forma geral a universidade forma e promove o desenvolvimento em todos os sectores.

Nos tempos de hoje temos as Lusíadas, Metodistas, Católicas e PIAGETs e outras instituições, mesmo com isso parece que aumentou a quebra dos nossos Valores, pois muitos não encaram a Universidade como o centro da diversidade intelectual e sim mais uma etapa recreativa. A maioria não prima por ser uma pessoa comprometida com os seus princípios ou com a sociedade em que se insere. Somos estudantes, perdemos tempo a ler e escrever para depois não aplicar nada do que nos foi ensinado. De que serve o investimento?

A dinâmica da sociedade molda o homem

Infelizmente, parece que os mais velhos como são chamados, demonstram-se algo incapazes de lidar com isso tudo e nós os jovens acabamos por ser apontados como os principais culpados por essa perda de Valores, mas isto deve ser retribuído entre nós, os nossos pais, os nossos professores, vizinhos, tios e tias. Todos somos culpados porquê a boa educação começa mesmo em casa.

 Não há um presente consistente sem um passado repleto de exemplos notáveis. Quem aponta defeitos, deve apresentar propostas de melhoria e orientar o cumprimento das mesmas propostas, dando instrumentos necessários a sua realização.



 História real

Outro dia Perguntei então com respeito e educação a um senhor.

Tio podes dizer-me que horas são ?

O Senhor respondeu-me o seguinte :

Tio? Tio? Eu sou irmão da tua mãe?

Fiquem sem forças!!

Assim um pai como esse pode ensinar o que de valores ao filho?


Por: Flavio Nereu de Menezes

Edição e Adaptação: Emerson JC Lourenço AKA Daltton


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