terça-feira, 14 de julho de 2015

A Novela da maioria (Ignorância formatada)


A formatação mental e a ignorância de massas estão a ganhar mais espaço nos dias de hoje, tudo porque as pessoas vão perdendo a noção no tempo, sobre o bom, o certo, o permitido, o mau e o errado, o moral, o imoral e o amoral.            


Mais uma vez os valores morais são chamados a tona para coordenar este cenário que já é um fenómeno de escala nacional e se expande a cada dia. Vivemos na sociedade certa mas optamos pela conduta errada.

Entramos para a escola e tudo o que fizemos e sonhar com um emprego, Seja qual for e ao decorrer da formação limitamo-nos a receber a matéria e decorar para usar como recurso nas provas. Depois daí mais nada fizemos para dar continuidade a este trabalho.

Daí começamos a cultivar a nossa ignorância. Ignorância esta que é consentida e a cada dia que passa sofre uma formatação em função das escolhas feitas em termos se moda, ideologia, status social e o tipo de conteúdos com os quais nos envolvemos no nosso meio.

Órgãos de formatação.


Na base disto tudo, os órgãos que detém maior responsabilidade para a formatação da ignorância da maioria são as tvs, as rádios na sua maioria, as modas e ondas que todos seguimos e muito em grande parte as redes sociais com as quais temos contacto diário.

A Tv

A tv normalmente não filtra os conteúdos para idades, géneros ou tipo de sociedade, pelo menos no nosso país não. E disso resulta um ambiente de extrema aculturação, que entregam aos jovens e adolescente a liberdade de escolha sobre o tipo de conteúdos ou filosofias a adoptar. 

A apresentação, o domínio destes programas e a sua representação é ilimitada. As novelas, os reality shows, os programas de entretenimento, os vídeo clips musicais juvenis, na sua maioria promovem o nudismo e a sensualidade e o pouco que lhes resta é que tentam transmitir uma pequena lição de moral que acaba sendo ofuscada no meio de tanta vulgaridade.
  

Temos um compromisso com a tv que dá inveja aos livros e até certas pessoas que fazem parte das nossas vidas. Mulheres desprezam compromissos por novelas e homens fazem o mesmo por jogo. Esse é um cenário muito frequente. 

A rádio não é muito diferente da TV

Muitas delas fazem comércio com as músicas ou conteúdos que passam (com excepção das publicidades). Algumas que se apelidam rádios do contra, incutem na maioria que as acompanha a mentalidade crítica e extremamente revoltada,  pelo conteúdo extremamente revolucionário que passa e leva muito a peito a questão política.

Se o dever é informar e entreter, então que seja algo alargado e aberto a diversas linhas de trabalho.

As modas associadas as redes sociais no dia-a-dia

Para estas eu tiro o chapéu.

A moda detém um grande poder sobre a juventude no protocolo da maioria e é a responsável pelas grandes barbaridades que têm acontecido nos dias de hoje.

Sinteticamente a moda é um comportamento tendencial e temporal adoptado por um individuo dentro de um determinado contexto com o objectivo de arrastar consigo grandes massas. (Definição pessoal)


Seguimos Do mais absurdo ao mais ridículo. Do mais banal ao mais insignificante. Do mais anormal ao mais imoral. E em pequenas escalas seguimos o moral, o útil, o necessário ou o ideal


A Joana cortou o cabelo nas laterais. A Maria é amiga da Joana e também decide cortar porque o Pedro que é o Namorado da Antónia que também cortou gosta de mulheres modernas como a Marinela que filmou a sua relação sexual e postou no seu grupo restrito onde foi seguida pela Dayana e a Custodia. No mesmo grupo o António decidiu expandir tais vídeos nos seus outros grupos e gerou uma febre a nível das redes sociais porque maior parte dos membros optaram por seguir e filmar também as suas relações para posteriormente postar a nível da internet.  

Por outro lado, o Adalberto criou o seu quadro de pensamentos diários com dizeres banais e publicou na sua cronologia no facebook. O Amarildo, para não deixar mal o seu amigo decidiu partilhar com os seus outros amigos, os quais se sentiam influenciados por ele e achavam-no o maior, logo, exportaram o mesmo pensamento e para impressiona-lo decidiram entrar ma onda e criar pensamentos mais absurdos a cada dia que passasse. A febre se expandiu e hoje em dia passa vezes sem conta em todos os grupos e fórum com o rótulo de "Passou na rádio" para dar mais ênfase a tal estupidez. 

Basicamente, o que tentei dizer lá acima, é que as pessoas vivem afogadas na imitação e acabam de certa forma prejudicando a sua criatividade. Não somos autênticos e nem tão pouco inovadores. Somos seguidistas movidos pelo que corre e pelo que é engraçado ou chama a atenção da maioria.


Angola é um canteiro de obras. Angola precisa da Juventude. Angola é tudo de bom e também e tudo de mal. Será melhor ainda quando nos libertarmos da formatação e aspirarmos para ver o nosso habitat ser o lugar que desejamos fruto do nosso trabalho e participação no desenvolvimento.

A mudança parte da iniciativa e a iniciativa parte do despertar que provém de uma chamada de atenção.

Culpamos a crise mas seu sou de opinião que a dificuldade é o melhor momento para quem se quer evidenciar. Uma crise chega a ser uma boa justificativa para a mudança e inovação.


A imitação nos limita;
A limitação nos faz prisioneiros;
A inspiração e a criatividade nos tornam autênticos.
Ao invés de se limitar a imitar, vamos inspirar-nos em modelos e usar a criatividade para desenvolver algo novo.

Não seja formatado. Forme-se, informe-se e continue a informar.

Por: Emerson JC Lourenço AKA Daltton


Em: O Protocolo da Maioria (31/07/2015) disponível para download gratuíto aqui no blogue.



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