terça-feira, 5 de abril de 2016

Mensagem de Paz

Olá pessoal, 

Ainda na senda das celebrações do dia da paz aqui em Angola, decidi partilhar o meu pensamento sobre a paz que vivemos a nível mundial com a seguinte  Mensagem de paz:

 

Estamos em paz no meio de uma guerra constante.

Guerra de ideias, guerra de sexos, guerra de pensamentos, guerra de afirmação, guerra de imagem, religião, etnia, economia, guerra de mercados e tantas outras formas de guerra que vimos em um ou outro cenário.

A rivalidade que muitas das vezes alimentamos, no desporto, na política, no amor, no departamento de uma empresa, em uma sala de aula ou mesmo em um local qualquer, coloca-nos constantemente em guerra uns com os outros, pelo simples facto de interiorizarmos que aquilo que defendemos é bom, melhor ou superior em relação ao que o outro defende. Esquecemos do grau parentesco, amizade, irmandade, nacionalidade e de todo o elo de ligação entre nós e focamos a rivalidade como factor exclusivo de separação.

Como será possível estar em paz assim?

Se o que é destinado a entreter chega a nos dividir.

Se o que é suposto introduzir a democracia e a liberdade de expressão torna-nos pessoas de países e culturas diferentes mesmo sendo da mesma etnia.

Se o que Deus diz para uns serve para julgar os outros que não são conhecedores da palavra ou meditadores da mesma religião.

Não acho que estejamos em paz.

Nem connosco estamos em paz. Imagine com os outros... Mal sabemos o que que queremos da vida... Como será possível entender os outros?

Se um simples jogo de futebol, jogado por pessoas amigas que fazem daquilo o seu trabalho, o seu divertimento e o seu passatempo, fora das quatro linhas é motivo de separação, violência (fisica e verbal), descriminação e tantos comportamentos que deviam ser evitados e trocados por momentos de convívio "na boa" entre os que defendem uma e outra causa ou mesmo em separado mas sem necessariamente ter que fazer na imagem do outro, um alvo de chacota**.


As armas se calaram, mas dentro e fora da assembleia, a violência continua e os membros de partidos diferentes, cujo o objectivo assenta-se na "paz e unidade nacional", bem como um país melhor para todos os cidadãos, entram em conflitos constantes em termos de ideias, políticas, poderes e todos os artefactos que no mundo político são factores de vantagem ou desvantagem entre os concorrentes.

O objectivo é se formar na escola ou trabalhar para o crescimento da empresa mas dentro dela, os colegas estão  em constantes batalhas, pela melhor nota, pela pseudo boa imagem perante os colegas, pelas promoções ou pela manutenção. Batalhas estas, que são levadas a sério de mais por uns e chegam a se tornar pessoais, eliminando a amizade, o respeito, o trabalho em equipa e muita coisa que se levarmos a cabo se calhar iremos ter maior aproveitamento na escola e maior produtividade no trabalho. Mas preferimos viver na guerra.


Que paz é essa afinal?

Se afinal de contas...

Somos guerreiros em paz.
Somos guerreiros de luta.
Somos guerreiros de ambição.
Somos guerreiros de ganância e rancor.
Somos guerreiros de inveja.
Somos guerreiros de injustiça.
Somos guerreiros de tudo e de nada.

Não teremos a paz em qualquer parte do mundo, se não utilizarmos o princípio de base que é o amor ao próximo acima de todos os sentimentos...

Não teremos a paz no aqui nem ali enquanto estivermos a nos preparar para eventuais guerras com armamentos nucleares...


Não teremos a paz enquanto as nações preferirem destruir umas as outras, em contorno ao dialogo civilizado para conseguir um ou outro recurso de grande valor.

Teremos a paz simplesmente se optarmos pela vida comunitária em que uns fazem para o bem de outros e vice-versa.

Teremos a paz se as religiões buscarem a união e não a separação a fim de provar que uma é mais verdadeira do que as outras.


Teremos a paz se as competições em campo serem encaradas como entretenimento fora dele.

Teremos a paz se todos trabalharmos em espirito de irmandade e patriotismo para um país melhor em todos os sectores, e olharmos para as diferenças como  um factor de equilíbrio e não de exclusão.

É o que eu penso...

O texto completo é longo mas acredito que aqui está o suficiente para uma longa reflexão.

E não é muito diferente do que é suposto.

Feliz 4 de Abril para o povo

Por Emerson JC Lourenço AKA Daltton
#NaZonaDeConforto


Livro: Reflexão comportamental
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