quinta-feira, 2 de julho de 2015

O protocolo da Maioria (A novela Real de Angola)

olá pessoal, venho mais uma vez partilhar com vocês um dilema que muito passa pela nossa sociedade.

Conduta que nós como a maioria absoluta seguimos hoje em dia.

A maioria é aquela que prefere viver na indiferença e nada faz para mudar algo na comunidade em que está inserido.

A maioria dos pais limita-se a impor restrições e a cultivar tabus na mente dos seus educandos, deixando de lado a boa educação na sua essência, não dando alas para o livre arbítrio ou liberdade de escolha. Fazendo da crítica o verdadeiro sermão e os valores monetários o motivo do sorriso dos filhos. O trabalho ocupa-lhes a semana e o pouco tempo que têm desperdiçam normalmente em actividades com os amigos e não propriamente a revisar a semana do filho ou a instrução dos mesmos.





As senhoras que nem senhoras são, engravidam-se e casam-se cedo demais. Cedo demais que nem estudos ou independência adquiriram. Cedo de mais que nem como mãe ou como esposas conseguem se enquadrar. Cedo demais que levam uma rotina jovial demais para quem tem sob a sua tutela um lar para apoiar um marido e educar um conjunto de filhos. Tao cedo que O fardo da vida torna-lhes mulheres cansadas e fisicamente aceleradas.     

   

 Os filhos que são a maioria, são tão ingénuos nos dias de hoje. Tão ingénuos ao ponto de abdicarem das suas vidas ainda no presente. Tão ingénuos ao ponto de curvarem-se a posturas limitadas e conformistas. Ingénuos ao ponto de dizerem deixa a vida me levar. A maioria não sabe o que faz, não sabe para onde vai, esquece de onde vem e não escolhe caminhos conscientes. A maioria não sonha, e se sonha não põe em prática. A maioria começa, a maioria participa, a maioria não faz a diferença. A maioria tem sempre dinheiro e disposição para investir em festas e mutambas. Mas a mesma maioria acorda tarde para ir a escola e nunca tem dinheiro para livros ou disposição espontânea para os estudos. Essa é a maioria mais complicada. 

É desta maioria na qual eu pertenço e faço de tudo para me libertar. 



A maioria diz ser humilde mas as palavras-chaves para o resgate de valores a maioria não aplica.

A maioria não diz por favor, a maioria não pede licença e nem sequer diz Obrigado sempre aos favores que lhe são feitos directa e indirectamente. A maioria faz as coisas querendo algo em troca. A política do saldo, da micha e da gasosa.


A maioria consegue culpar o tempo e a indisponibilidade de alguns recursos. Mas a mesma maioria esbanja quando tem em abundância e tira férias desnecessária quando se julga dentro dos prazos estabelecidos. Na sua maioria esquecem que a diferença traz a mudança e evolução.


O pior de tudo é que a minoria está dentro da maioria e quase nada se denota dos seus esforços para atingir a camada dominante.



Por: Emerson JC Lourenço AKA Daltton


Tema extraído em conversação com Jane Marques
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