sexta-feira, 3 de julho de 2015

O Preço do dinheiro

Qual é o preço do dinheiro e em que posição coloca o mesmo na sua vida?
Muitos podem se questionar sobre esta abordagem ao escrever o termo preço acoplado ao dinheiro. Mas acredita que há um preço a pagar pelo dinheiro. Para o ter, para gerir e quando perdemos também há um preço.

Antes de começar a minha abordagem coloco-vos em reflexão e peço que analisem em que posição se encontram e para que estrada caminham. Que meios utilizam e que fins esperam alcançar. Gostaria de saber se os meios São os certos e se o investimento justificará o fim.

Para que trabalhas arduamente dia pois dia?
a)     Para dar o melhor a família?
b)     Por prazer?
c)      Realização pessoal?

O dinheiro é o bem necessário e o trabalho árduo e honesto é a melhor via para alcança-lo em curto ou longo prazo. Vivemos para trabalhar e construir riquezas ou o mínimo para sustentar as nossas famílias e as nossas aspirações pessoais. Mas aquilo que é necessário passa a desnecessário quando a forma que utilizamos para o obter transcende o nosso bem-estar e coloca-nos em uma posição de escravos. Somos escravos do dinheiro e gastamo-lo desnecessariamente com o prazer ilimitado e a luxúria nas esquinas de Luanda ou Angola toda.
O dinheiro não fala mas consegue convencer a maioria de que ele é o maior e melhor remédio para qualquer problema. Não usa redes sociais mas detêm de forma clara maior número de seguidores incondicionais do que qualquer figura, igreja ou partido político.


Como ele consegue?
Quem o promove?

Estamos tão preocupados em fazer o cash (Dinheiro) mas quando temos ele em abundância o investimento chega a ser muito menor do que o esforço feito para o obter. Os beneficiários são a minoria comparado com os que nos apoiaram na construção de tal riqueza.

O dinheiro não muda as pessoas. As pessoas demonstram quem realmente são quando têm o dinheiro. 
Prometemos a satisfação e a cobertura de todas as despesas dentro do seio familiar. Até conseguimos, mas somos tão cegos que esquecemos que o mesmo que une é o mesmo que separa quando se nota a sua ausência. Se o amor vos uniu, o amor irá separar-vos quando o dinheiro estiver em primeiro plano na vida de uma família. Trabalhe para sustentar necessidades vitais mas não esqueças que a maior nutrição para a alma é o amor e os agrados que fizemos em prole dele.

Com o dinheiro compramos minutos de prazer e glamour com acompanhantes de luxo (prostitutas) mas com o mesmo dinheiro nem no sonho pagamos a satisfação sexual das nossas parceiras. Com o dinheiro pagamos bilhetes para espectáculos de topo e jogos de grandes estrelas. Mas aquele momento em casa com os filhos a chatear e a embirrar, a tarde com a mãe, pai e irmãos, a reunião na escola do filho ou aquela partida de futebol aos fins-de-semana com os amigos são totalmente gratuitas e claramente mais emocionantes pela memória que guardamos e a realidade do momento em que nós submeteremos.

O dinheiro é mesmo necessário. Tão necessário que tira vidas. Tão necessário que separa amigos e destrói famílias. Tão necessário que constrói prédios com a mesma velocidade que multiplica a pobreza de uns e os outros acabam caídos na miséria. É mais necessário do que tudo que existe. 


O dinheiro trás poder e o poder não é para os imperfeitos. O poder controla as pessoas e deixa-as perdidas em um ciclo vicioso onde perder é morrer e ganhar é viver muito mais.

Mas o dinheiro também é bom quando bem usado. O dinheiro é tão bom que alguns ricos desfazem-se dele para doar em actividades filantrópicas. Tão bom que constrói hospitais e equipa-os de instrumentos que prolongam vidas. Tão bom que paga a escola que forma engenheiros e doutores que tornam o mundo um lugar menos mau de se viver. Tão bom que faz os anciãos e pastores engrandecerem as suas doutrinas e ceitas religiosas diariamente. 

É necessário olhar o dinheiro com os olhos de bondade se quiseres controla-lo. O fim a que o destinas faz a diferença e coloca as pessoas em uma outra posição em relação ao teu trabalho. Os meios não podem estar acima dos fins. Senão passaremos a meta e buscaremos por mais. Tudo porque colocamo-nos em posição de perseguidores de recursos e não criadores de boas obras.

O amor é pobre e chega a ser mais cedo do que a ambição. Basta cultivarmos momentos espiritualmente saudáveis nos nossos seios familiares. Para fazer praia com a família ou levar mulher a passear não precisam-se fortunas. Uma rosa é gratuita e o sorriso sincero e espontâneo que ela pode arrancar no rosto de uma mulher não tem preço ou dinheiro que compra. Mas ostenta um valor sentimental inestimável.

Usem o dinheiro para o necessário e o que sobrar invista em actividades benéficas para uma maioria da sociedade em que estiveres inserido. Ganhas mais pelo facto de ajudares as pessoas. O retorno é sempre na mesma ordem mesmo quando não necessitares.
O protocolo da maioria ainda continua. Existem ainda os da minoria que tentam sobressair diante desta novela com grande aderência em cenário de escala mundial e infelizmente são poucos com a mesma linha de pensamento.

Integridade não tem preço.

Por Emerson JC Lourenço AKA Daltton

Abordagem criada, Ouvindo as músicas "Pai" de Kid MC e Lombongo de Kalibrados ft Matias Damásio e Ana Joyce


Enviar um comentário

Pesquisar neste blogue