segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

O que fazemos "VS" O que devemos fazer

Aquilo que se faz e o que realmente se deve fazer.
 Olá pessoal, estou de volta mais uma vez e desta feita para dar sequência ao meu diário de reflexão comportamental. Um tema actual e muito pertinente, repleto de questões intrigantes. Espero que reflictam.

Aqui vamos...
Como levamos a nossa vida?
Como é a relação entre o que sonhamos, o que almejamos para nós, o que temos de dever e direito em relação a aquilo que realmente fazemos?
Que importância recai sobre as tuas acções e qual o reflexo das mesmas em um futuro próximo/distante? 
Vivemos sempre pela  satisfação no momento ou pela realização ao longo do tempo?


Enfim... são questões que me faço e sugiro que muitos façam para si também.
Independentemente do local em que nos estejamos enraizados, hospedados ou alojados, uma das melhores formas de se auto-realizar é a imposição de forma ousada. O medo de ser mau visto ou mau compreendido ainda é factor de desvio de muito no que toca ao que faz e ao que realmente deve fazer..
O tempo é igual para qualquer um mas a sua utilização de forma produtiva irá depender de como fazemos o que realmente devemos fazer. Inútil será viver 10 anos, a seguir olhar para atrás e nada ter como ponto de se sublinhar naquilo que desenhamos como sonhos e realizações.

A culpa que atribuímos ao nosso trabalho e a outros trabalhos para não honrar certos compromissos é mais nossa do que dos elementos que os elementos que apresentamos como barreira pois quem aceita um desafio é porque se sente capaz de supera-lo ou pelo menos leva-lo a cabo.

24 horas são muito...

O facto de perder 5 anos ou mais a estudar e trabalhar tantos outros anos posteriormente pode até nos dignificar pelo facto de adquirirmos propriedade intelectual e finanças que nos permitam garantir o sustento pessoal e familiar.

Mas que retribuição daremos ao mundo que nos acolhe?  Qual a renda a pagar pela estadia terrena?
Comemos tantas frutas, vestimos tantas roupas, comemos tanta carne, peixe, verduras e tudo quanto passa pela nossa mesa. De que forma contribuímos para a continuidade existencial destas espécies sacrificadas para a satisfação das nossas necessidades?
Fora da empresa, fora da escola, fora da família ou do ciclo de amigos, o que realmente fazemos para tornar o mundo um lugar melhor? 


Tiramos tanto a natureza e quase nada fazemos a reposição disto. Aquilo que consideramos problemas governamentais de grande escala, são problemas comunitários e individuais em pequena escala. Por mais que sejam um ou dois os culpados de um problema de natureza global ou comunitário, a quando da sua resolução seja por quem for, os benefícios serão repartidos por todos.

Tomamos a educação, o amor ao próximo e a inclusão social como factores para melhor qualidade de vida, mas na verdade o que fazemos para educar as crianças e garantir um futuro próspero para as mesmas?
Que solidariedade prestamos aos mais necessitados? Como demostramos amor pelos outros ao ponto de nos colocarmos no mesmo patamar? Como olhamos os reclusos e até que ponto manifestamos a inclusão dos mesmos após a sua saída do estabelecimento prisional?

Temos tanto tempo para festas e coisas como Mutambas*, sentadas em longas horas de consumo alcoólico, mas quanto tempo temos para nos informar, recriar académica ou culturalmente?
Até a cerveja que bebemos, o que fazemos para garantir que a produção dos cereais que a compõem seja contínua e não caia para a extinção?
 
Está mais do que na altura de darmos cartas sobre quem somos e mostrar que realmente aqui estamos e connosco podem contar.  Está mais do que na altura de sermos actores da vida e não propriamente espectadores da mesma. Para viver assistindo os outros a trabalhar, a maioria tem tempo. Mas para viver trabalhando mais para a melhoria deste globo, deste continente, deste país, desta província, município, bairro ou mesmo da sua rua, poucos têm de facto tempo ou paciência para tal.

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Em jeito de desabafo, termino a minha reflexão com a tecla que venho premido já algum tempo: seja religioso ou não, partidarista ou não, intelectual, formado ou não, seja angolano ou estrangeiro… “Acorde hoje porque amanhã pode ser tarde”

Por: Emerson JC Lourenço AKA Daltton

Em: Reflexão comportamental

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

A Viagem de Candongueiro (Introdução)

A Viagem de Candongueiro
Olá pessoal, 
Dando continuidade ao bloco de notas, quero vos introduzir e de forma meio lúdica uma que é a realidade da maioria dos cidadãos luandenses no seu dia dia de viagens a vários percursos e diversos destinos.
Nota de Reflexão
Numa viagem de candongueiro acontece de quase tudo. Desde o cobrador mal vestido e mal cheiroso até ao motorista que excede a velocidade. desde o Motorista simpático ao cobrador elegante que se veste a rigor. Acontece de quase tudo desde a moça que fala alto demais até ao jovem embriagado que importuna a vida dos passageiros. Existe ainda o que sobe e não paga. Pelo caminho encontramos o polícia que chula e o nduta* que dá a mbaia*. Encontramos o ambulante com o seu saco onde o gelo envolve as gasosas e cervejas. Encontramos a tia da água que sempre arreou mas pratica o mesmo preço diariamente.


Encontramos a via esburacada do Avô Kumbi e o impecável asfalto da Mutamba e Talatona. Durante o sobe e desce encontramos uma e outra situação, um e outro assunto e às vezes aquela música badalada. A mesma música que pra uns desperta alegria e para os papoites* incomoda a tensão.

É tão bom estar no candongueiro e outrora é desagradável. O calor intenso do quadradinho sem AC, quase que acaba de me matar como se estivesse a pé. Mas é o nosso candongueiro que facilitar desde a Viana à Ingombota ou desde Cacuaco ao Benfica.

Várias são as rotas e varias são as viagens. Viagens longas, tão longas que a mamoite* do lado adormece e ronca logo a meio do percurso.

É o nosso candongueiro.

É nele que trânsito para o local de serviço e ainda nele faço outros serviços. A viagem me leva a níveis de reflexão e o engarrafamento dá-me o tempo para anota-las.

E dentro do meu bloco de notas Decidi valorizar o tempo e enquanto viajei, acabei por compor este texto e tantas outras frases que constam deste pequeno livro de reflexões.

O desafio me surgiu na auto exigência e encarei com perseverança.

Sejam bem-vindos mais uma vez ao Bloco de Notas e embarquem comigo na viagem de candongueiro.


Boa leitura

Por: Emerson JC Lourenço AKA Daltton

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Conheça o Centro de acolhimento Mamã Madalena

Olá pessoal, 

Conheçam o destino da nossa próxima viagem e saiba como ajudar-nos nesta campanha.


Centro de Apoio às Crianças Necessitadas (Mamã Madalena)



Responsáveis
Madalena Katue (fundadora), Telma da Conceição Mulaza (secretária), Mónica Mulaza (Educação), além dos outros filhos que auxiliam na gestão do projecto.

Causa
Por causa do alto número de crianças órfãs na região do Cazenga. O centro foi fundado no dia 15 de Maio de 1999.

Quem quiser apoiar quais os contactos telefónicos?
Pode ligar para 923 576 232 ou 912 769 955.

Entrevista à fundadora do Centro de Apoio às Crianças Necessitadas, “mamã” Madalena Katue

Como nasceu o centro de apoio?
Quando eu fundei o centro, as crianças começaram a aparecer porque naquele tempo a guerra estava intensa e os familiares estavam dispersos. Então encontrei essas crianças pela rua, a maioria sem mãe e sem pai. Mais tarde outros familiares começaram a aparecer e encontraram as crianças já grandes, mas como já estava a acolhê-las pensei que não podia desistir e estamos até hoje com este centro de acolhimento às crianças órfãs.

O centro é reconhecido pelo governo?
Sim. Inclusive, o Ministério da Educação já deu aval para o funcionamento da escola que temos aqui, que beneficia mais de 700 alunos, da primeira à oitava classe. Estamos enquadrados no programa do governo como escola comparticipada. Assim ficamos mais seguros.

Por que decidiram abrir a escola?
Porque não devemos criar uma criança sem Educação. A pessoa se não estuda, não é nada. Se a criança estudar, no futuro, não vai depender de ninguém.

Sala de aula | Ampe Rogério/RA

Como faz para manter o projecto?
Quando iniciei este projecto, não olhei para a minha pobreza, mas olhei para os filhos angolanos que estão sempre dispersos pela rua. Também me coloco no papel de mãe e essas crianças, quando vêm, recebo-as com todo o amor do meu coração. A organização depende da ajuda dos doadores. E os doadores estão a aparecer. Essas mamãs que vendem pão na rua, quando há sobra, elas trazem para mim. Quando não temos nada, as minhas filhas biológicas como já trabalham organizam-se e juntam dinheiro para comprar comida para pelo menos aguentarmos uma semana. Recebemos doações de água, alimentos, entre outros produtos.

Naquele dia o lanche foi pão com chá | Ampe Rogério/RACrianças da mamã Madalena | Ampe Rogério/RA

Qual momento mais difícil?
No início foi muito difícil porque naquele tempo, devido à guerra, estava tudo muito complicado. As pessoas não podiam sair, conseguir a alimentação era muito difícil. Mas Deus é bom e abriu um “canal” e me fez conhecer o padre Horácio, que começou a acompanhar o início do projecto. A doação que ele recebia trazia aqui metade da comida e é isso o que nos facilitava. Ele, juntamente com a UNICEF, é que me davam coragem dizendo que estávamos a passar por dificuldades, mas um dia seríamos reconhecidos.

Quais as principais necessidades do centro neste momento?
São várias. Precisamos de alimentos, vestuário e produtos para higiene pessoal. Também temos muita dificuldade com transporte. Não temos condições de levar as crianças para irem passear devido a isso. Às vezes recebemos doações e não temos como ir buscar. Por isso, precisamos de um meio de transporte, ainda que seja em segunda-mão.

Qual é o seu maior sonho?
Formar essas crianças. porque só mesmo com formação é que acaba a pobreza na família. A criança tem que estudar para amanhã ser alguém. É esse alguém que ele vai ser amanhã que vai também ajudar outras pessoas. Ele já tem a sua história na mente e não vai conseguir ver o outro a sofrer.

Fonte: http://www.redeangola.info/especiais/centro-de-apoio-as-criancas-necessitadas-mama-madalena/

Dados recentes do Centro ditos pela Filha da responsável na pessoa da Sra. Telma Mulaza

Localização:
Município do Cazenga/ Bairro da Mabor (propriamente na Sonef) e tem como referência a paragem do Imbondeiro para quem vai ao Mercado do Kikolo

Situação actual:
Necessidades básicas em termos de alimentação, vestuário,  produtos de higiene pessoal e limpeza geral, calçados e outros...

Por outro lado, existe em construção uma obra para a escola e para os dormitórios das crianças que está parada por falta de recursos materiais.

O centro acolhe 33 crianças desde os 5 aos 17 anos,  dentre as quais 13 meninas e 20 rapazes e todos precisam de ajuda naquilo que for alcançável.


Quem quiser apoiar quais os contactos telefónicos?
Pode ligar para 923 576 232 ou 912 769 955.

Por: Núcleo de solidariedade do Projecto Despertar


Os Melhores de 2015

Olá pessoal,
Feliz 2016. 
Estamos de volta e para o início eu trago o resumo da nossa actividade no ano de 2015 em termos de publicações. Nunca deixando de agradecer a todos que nos acompanham e que convidem mais pessoas a acompanhar.
 Aqui vamos...

Resumo do ano de 2015
Top 5 das publicações mais vistas no blog

 A Máscara do Vampiro I – 187 Visitas

 O Papel Dos Jovens no Desenvolvimento do País – 103 Visitas
  
Desigualdades no Quotidiano II – 83 Visitas

As Influências na Tomada de Uma Decisão – 82 Visitas

Para as mulheres boelas – 77 visitas


Top 3  dos Livros mais descarregados:

 O Diário Mais Feminino – 509 downloads
 Pontos de Vista – Bloco de notas Vol I – 165 Downloads
  O Homem de Princípios – 128 Downloads



Por: Emerson JC Lourenço AKA Daltton

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Wenda Services (Conheça aqui)

Conheça aqui!!! - EP1

Olá pessoal - a nossa rubrica para a divulgação de novos talentos e pessoas de vontade empreendedora traz hoje no seu quadro a minha amiga Wendarica Soares e  mesma irá apresentar a sua mais nova aposta empresarial.

WENDA SERVICES


A Wenda services é uma  empresa de take –away nomeadamente servir almoços voltada inteiramente ao atendimento domiciliar as vendas portanto serão quase feitas por contratos por via quinzenalmente ou mensalmente e os serviços extras feitos exclusivamente por via telefônica.

Procuramos atingir as empresas, nomeadamente os seus trabalhadores com modo a evitar os transtornos obtidos ao deslocarem-se de suas empresas para satisfazer as suas necessidades alimentares.
Apresentamos lhe as seguintes propostas:
v Pacote simples: (Inclui simplesmente a refeição e 1 refrigerante) estabelecido no valor de 1.200 Kwanzas.
v Pacote composto: (Inclui refeição e 1 refrigerante e sobremesa) estabelecido no valor de 1.500 Kwanzas
O Wenda services: a satisfação dos nossos clientes é o nosso maior interesse.

veja aqui o nosso calendário para Dezembro:


 Contactos : 939  171 323  / 918 255 740 / 927  575  593
E-mail : wendaservices@gmail.com
Endereço: Bairro Cassenda, Rª laboratorio de Engenharia
Luanda –Angola
                                                                                                  Atenciosamente

                                                                                                  Wendarica Soares 

A nossa rubrica continua e acesse aqui para conhecer ou divulgar novas iniciativas e novos talentos...

Até a Próxima...

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Conheça o Centro de Acolhimento "Horizonte Azul"


Centro de Acolhimento de Meninas Horizonte Azul.
Olá pessoal, 
Promovendo a campanha de solidariedade, estou aqui para dar-vos a conhecer o centro Horizonte Azul, que será o primeiro destino da nossa viagem rumo a solidariedade.

Então vamos....

O Centro foi fundado em 2000.

RESPONSÁVEIS
Maria Esperança (directora), Henriqueta Pinto (vice-directora), Zulmira Madalena (assistente social e secretária).

FUNCIONAMENTO
O trabalho é feito em duas vertentes. Há a área do internato, que comporta oitenta meninas, e há a parte da escola, o externato, que acolhe 980 crianças que passam o dia todo no centro com direito a uma refeição por dia, explicação de manhã, almoço e estudo. Entram às 8h e saem às 17h. São crianças da comunidade de Viana, filhos de pais desfavorecidos. É um meio-termo que o centro achou a fim de evitar certas situações a quais as crianças estão sujeitas quando não acompanhadas.
OBJECTIVO
Para proteger a criança de muitas situações ocorridas no quotidiano. O centro entende que a criança que não está protegida está submetida a riscos de violência, prostituição, alcoolismo e envolvimento com drogas.
LOCALIZAÇÃO
Na Rua Eurico Dias, Vila de Viana. A referência é a rua à direita da sede do corpo de Bombeiros da Vila.

CONTACTOS
Tudo o que puder fazer para benefício do centro é bem-vindo. Não é preciso muita coisa para ajudar. Nossos contactos são: 923 51 43 55 (dona Henriqueta) e 930 54 32 58 (dona Esperança

Entrevista a Henriqueta Pinto (vice-directora do Centro de Acolhimento de Meninas Horizonte Azul)
Porque acolher somente meninas?
Porque quando pensámos em fundar o centro havia muitas meninas na rua e muito acolhimento só para rapazes. Não havia para meninas. Por isso pensamos em acolher aquelas que estavam postas nas ruas.
Até quantos anos elas podem ficar no centro? 
Temos meninas que entraram com sete anos; muitas delas já fizeram o ensino médio, estão na faculdade e temos uma que até está a trabalhar na Cimangola [fábrica de cimento]. Ela entrou com sete anos e hoje está com 22, mas continua morando aqui porque ainda não se adaptou fora do centro. Temos muitas meninas que já têm mais de 18 anos. O objectivo é formar essa menina e encaminhá-la ao mercado de trabalho para que tenha condições de tocar a vida. Pela regra dos centros deveríamos reinseri-las nas famílias já com 16 anos, mas não foram boas experiências. Tem uma que reinserimos, engravidou, voltou e teve a filha aqui, que é a mais nova do projecto.

Henriqueta Pinto fala sobre a experiência de ser “mãe” de oitenta meninas, por Ampe Rogério/RA
Como as meninas chegam ao centro?
Muitas pessoas e instituições encontram-nas na rua e enviam até aqui. O Lar Kuzola [orfanato público, mas gestão da Fundação Lwini e financiamento da petrolífera Total] muitas vezes nos enviou meninas. Em alguns casos, as famílias não tem possibilidade e são encaminhadas para aqui.

Como é esta relação delas com a família?
Tem várias histórias. Muitas são acusadas de feitiçaria, vindas da droga, filhas de pais alcoólicos – e acabam por se tornar dependente também. Outras são órfãs e os avós não tem condições de criar.

Qual a maior dificuldade?
É o quotidiano delas. Temos meninas com histórias diferentes e temos sido mães e pais para elas. Tem sido mesmo muito difícil para nós ter que acompanhar essas meninas. Mesmo com essas dificuldades conseguimos porque lá no fundo termos meninas na faculdade, outra num emprego, se sentindo minimamente realizadas. Isso muitas das vezes é o que nos faz aguentar.
Estão a receber novas meninas?
Nesse momento não, porque o centro está esgotado, não temos espaço nenhum. Somente casos extremos.
Os pais das crianças da escola fazem alguma contribuição financeira?
Sim, com um valor de Kz 200,00 por mês, mas nem todos aderem. Há um ou outro que consegue pagar essa quantia para alimentação deles. O centro não tem um financiamento, vive de doações e muitas das vezes não temos como suportar essa despesa. No entanto, há pessoas singulares se comovem e doam alimentos, roupas, material didáctico.
Qual o principal sonho?
É ver as meninas reinseridas na sociedade. Temos estado a fazer um grande esforço para ver isso. Damos o máximo para ver se elas conseguem se reintegrar. O mais difícil tem sido conseguir emprego para as que já tem idade para trabalhar. Temos aqui nove meninas que estão na faculdade, sete estão com bolsas e temos duas ou três sem e isso tem sido outra grande dificuldade do centro. Tivemos uma bolsa da OMA para uma dessas meninas, que foi estudar Medicina em Cuba. Tivemos também quatro bolsas pela Esso, e estão no Sumbe a fazer estudos na área de Petróleos. Ficaram algumas que estamos a tentar enquadrá-las nas bolsas para ver se elas conseguem concluir o sonho delas. A dona Esperança [directora do centro] muitas vezes paga as propinas dessas meninas com o seu próprio salário. Precisamos de um apoio nesse aspecto. Bolsas internas ou para o exterior seriam um alívio.
 Por: Emerson JC Lourenço
Fonte: porttal RA


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

#CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE “ZACUCU”




#CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE “ZACUCU”



OLÁ PESSOAL,


A ESTRADA VAI SE ESTENDENDO E A RESPONSABILIDADE SE ACRESCENDO.. VENHO INFORMAR OFICIALMENTE A NOSSA NOVA INVESTIDA:





CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE “ZACUCU”
“Promovendo uma infância e adolescência mais alegres e criando uma sociedade mais inclusiva”




média por jcdaltton.arts





UMA INICIATIVA DO PROJECTO DESPERTAR

DE 20 DE NOVEMBRO A 20 DE DEZEMBRO


LOCAL DESTINADO: CENTRO DE ACOLHIMENTO HORIZONTE AZUL





Numa primeira fase, esta campanha que é de introdução, servirá para os seguintes pressupostos:


· Angariar donativos para entregar a instituição em questão;

· Proceder a visita a instituição e estabelecer laços de fraternidade;

· Realização de actividades de carácter cultural e académico a nível da instituição;

· Continuar com o compromisso em oportunidades futuras;

· Criar uma base de dados para voluntários e difundir na mesma as informações sobre as actividades.



Neste momento levo a cabo uma campanha para angariar donativos para a realização de uma actividade cultural e académica no dia 21 de Dezembro do ano em curso, em um Lar de infância que acolhe meninas a partir dos 5 anos situado em Viana (Centro de acolhimento Horizonte Azul). 





SITUAÇÃO DA INSTITUIÇÃO


LOCALIZAÇÃO: Rua Eurico Dias, Vila de Viana. A referência é a rua à direita da sede do corpo de Bombeiros da Vila.




Na voz da responsável máxima do Centro pude constatar:

"O trabalho do lar em questão é feito em duas vertentes: há a área do internato, que comporta oitenta meninas, e há a parte da escola, o externato, que acolhe 980 crianças que passam o dia todo no centro com direito a uma refeição por dia, explicação de manhã, almoço e estudo. Entram às 8h e saem às 17h. São crianças da comunidade de Viana, filhos de pais desfavorecidos"


“O nosso maior sonho é ver as meninas reinseridas na sociedade. Temos estado a fazer um grande esforço para ver isso. Damos o máximo para ver se elas conseguem se reintegrar. O mais difícil tem sido conseguir emprego para as que já tem idade para trabalhar. Temos aqui nove meninas que estão na faculdade, sete estão com bolsas e temos duas ou três sem e isso tem sido outra grande dificuldade do centro. A dona Esperança [directora do centro] muitas vezes paga as propinas dessas meninas com o seu próprio salário. Precisamos de um apoio nesse aspecto. Bolsas internas ou para o exterior seriam um alívio



MODALIDADES DE DONATIVOS


Para o efeito pretendo levar produtos para higiene pessoal feminina, produtos de limpeza doméstica (sabões, detergentes, creolina, esponjas e etc..), alimentos frescos (peixes, carnes e derivados), livros não académicos (histórias infantis, contos, poesias, romance e etc..), roupas e calçados (principalmente chinelos).


PROTOCOLO DE ENTREGAS

Os artigos angariados serão apresentados ao orfanato apenas no dia 20 de Dezembro. Antes disto, as entregas irão até ao dia 19 de Dezembro e serão combinadas entre a organização e os voluntários a fim de haver a deslocação para o domicílio de um ou de outro pela maneira mais fácil para ambas as partes.

FUNDO MONETÁRIO

Pretende-se ainda criar um fundo monetário (para o caso daqueles que pretendam contribuir com dinheiro) para a compra dos artigos ou mesmo a entrega do mesmo às responsáveis do lar. Os depósitos serão feitos nas seguintes coordenadas bancárias: 80103095 (Banco BFA) – em nome de Emerson Lourenço ou entregues em mão.

ACTIVIDADES A REALIZAR


Além da sessão de entrega de donativos, reservo para este evento, momentos culturais e alguns concursos de fórum académico, bem como alguns ensinamentos básicos que muitos dos participantes poderão passar às meninas deste lar. As actividades de destaque serão:


· Música, dança e poesia ao vivo;

· Concurso de redacção a nível das meninas do internato;

· Concurso de desenho infantil a nível das meninas do internato;

· Concurso de soletragem a nível das meninas do internato;

· Exposição do projecto despertar e exibição de frases de incentivo;

· Momento alto preparado pelo Organizador em homenagem as dirigentes da instituição.



A NOSSA GRANDE ESPERANÇA

Com esta iniciativa, esperamos dar seguimento ao projecto Despertar, levando o programa para outras instituições e criar um mecanismo para a ligação entre os diversos existentes cá na capital e posteriormente no interior do país.


Por outro lado, esperamos poder contribuir para a inserção destas meninas na sociedade e contribuir para a sua capacitação profissional e académica em diversas vertentes.



O lema do projecto Despertar:


“Acorde agora porque amanhã poderá ser tarde”

O nosso lema de solidariedade:

“Promovendo uma infância e adolescência mais alegre e criando uma sociedade mais inclusiva”



Por: Emerson JC Lourenço AKA Daltton “O Activista”


#NaZonaDeConforto#


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